No dia 30 de outubro de 2026, a Infinita Concept recebeu arquitetos e designers no Hub, em Biguaçu, para o encontro Novas Perspectivas para Arquitetura e Design.
Mais do que apresentar novidades, o encontro foi pensado para ampliar repertório e aproximar os profissionais da forma como a Infinita participa do desenvolvimento dos projetos.
Novas cores, texturas, relevos, elementos vazados e estudos de acabamento foram apresentados dentro de uma lógica maior: mostrar como uma superfície pode assumir leituras muito diferentes conforme desenho, aplicação, acabamento, luz e relação com os demais materiais do projeto.

A apresentação percorreu projetos, soluções e processos desenvolvidos pela Infinita, enquanto a segunda parte do encontro levou esse repertório para uma experiência de especificação.
Os profissionais foram convidados a desenvolver moodboards — painéis semânticos — combinando as novas cores de Superfície Sólida Mineral com MDFs, metais, ferragens, tecidos, texturas e outros materiais presentes no universo da arquitetura de interiores.
Mais do que observar uma amostra isoladamente, a proposta era colocá-la em contexto: experimentar relações cromáticas, contrastes, temperaturas e texturas e visualizar como determinada superfície poderia participar de um ambiente real.
A experiência contou também com parceiros de diferentes segmentos, ampliando as possibilidades de composição disponíveis aos profissionais.

Uma paleta que responde a novas linguagens de projeto
Seis novas cores passaram a integrar o repertório da Infinita: Green Soil, Concrete Soil, Miststone, Mornstone, Jade Surge e Suniit Sand.
A seleção não aconteceu de maneira isolada. Ela responde tanto a lacunas percebidas nos projetos quanto a movimentos mais amplos da arquitetura e do design de interiores.
Publicações recentes vêm registrando uma migração de interiores excessivamente claros e neutros para composições com maior profundidade cromática, materiais mais expressivos, verdes profundos, tons terrosos e madeiras de tonalidade mais escura. A Architectural Digest, por exemplo, aponta os verdes intensos e as madeiras escuras entre as direções que ganharam força entre 2025 e 2026; o ArchDaily também identifica uma valorização crescente da materialidade, dos tons terrosos e das superfícies com maior presença tátil.
É dentro desse contexto que os novos verdes ganham relevância.
Quartzitos e outras pedras verdes vêm aparecendo em projetos contemporâneos como elementos de maior presença visual, associados a madeiras, metais e paletas mais densas. Projetos recentes publicados internacionalmente mostram desde quartzitos verdes aplicados em mobiliário e bancadas até ambientes inteiros construídos a partir de pedras em tonalidades profundas.
Na Infinita, essa linguagem também preenchia uma lacuna objetiva de portfólio.
Green Soil trabalha uma leitura mineral mais suave e orgânica, enquanto Jade Surge apresenta um verde mais profundo, menos saturado e marcado por veios claros.
A ampliação cromática também aproxima a Superfície Sólida Mineral de outra linguagem muito presente nas especificações atuais: os fundos quentes e movimentos minerais associados a quartzitos claros.
Concrete Soil e Mornstone trabalham nuances que dialogam visualmente com o universo do quartzito Taj Mahal, uma referência já bastante familiar a arquitetos e clientes.
A aproximação é estética, não uma afirmação de equivalência entre materiais distintos.
O objetivo é permitir que projetos que buscam essa atmosfera — fundos quentes, movimento suave e aspecto mineral — encontrem também uma possibilidade dentro da Superfície Sólida Mineral e de seu repertório construtivo.
Os dois padrões fazem essa leitura de maneiras diferentes: um apresenta nuances mais sutis e contínuas; o outro, maior contraste entre seus movimentos.
Já Suniit Sand se aproxima da linguagem visual do travertino.
O interesse contemporâneo pelo travertino não está restrito a uma retomada histórica. O material segue sendo reinterpretado em projetos atuais justamente por características como continuidade visual, textura, tonalidades quentes e capacidade de dialogar com linguagens arquitetônicas bastante distintas.
Mais do que acompanhar tendências, essa ampliação permite responder a situações em que determinadas tonalidades ou linguagens visuais antes não encontravam correspondência dentro do repertório da Infinita.
E há uma relação especialmente interessante com outro movimento observado nos interiores recentes: a retomada das madeiras mais escuras.
Depois de anos de predominância de carvalhos claros e interiores de matriz escandinava, madeiras como nogueira, cerejeira, mogno e carvalhos escurecidos vêm voltando a aparecer em painéis, mobiliário e marcenaria, trazendo maior profundidade e contraste aos ambientes.
Nesse contexto, verdes, marrons e superfícies minerais de fundo quente passam a abrir novas possibilidades de composição.
Quando a superfície deixa de ser apenas cor
A cor, porém, foi apenas uma das camadas apresentadas durante o encontro.
A Infinita vem explorando a superfície também por meio de textura, profundidade, desenho, luz e transformação.
Na Infinita Relief Collections, referências reais são capturadas e reinterpretadas digitalmente antes de serem materializadas em relevo tridimensional por meio de usinagem CNC e acabamento manual.
Na composição dos moodboards, uma amostra da textura inspirada em couro demonstrava como uma superfície originalmente lisa pode ganhar outra percepção tátil. No showroom, aplicações já executadas permitiam observar essa mesma linguagem em escalas distintas, da arquitetura ao mobiliário.

A transformação não funciona como uma estampa aplicada sobre a superfície. O relevo altera fisicamente sua leitura e modifica a relação entre matéria, luz, sombra e toque.
Outro recurso apresentado foram os muxarabis.
O encontro reuniu desde uma interpretação mais tradicional da grade até padrões menos convencionais, mostrando como elementos vazados podem participar de diferentes situações de projeto.
Dependendo da aplicação, esses elementos podem aparecer em portas, frentes de gavetas, divisórias e outros componentes arquitetônicos, combinando desenho, ritmo, vazios e integração ao mobiliário.
Uma superfície em movimento
Entre os novos desenvolvimentos apresentados no encontro está também um acabamento ondulado criado pela Infinita.
A intenção foi evocar a percepção de uma superfície de água.
Em vez de recorrer a um relevo profundo, o desenho utiliza pequenas variações de inclinação que transformam a maneira como a luz se reflete sobre o material.

Na configuração desenvolvida para superfícies de uso horizontal, a usinagem trabalha com aproximadamente 3 mm de profundidade máxima, preservando a funcionalidade necessária a aplicações como tampos de mesas.
É justamente a sutileza do relevo que constrói o efeito.
Em determinados ângulos, a superfície parece quase plana. À medida que o observador se desloca ou a incidência da luz muda, os reflexos revelam as ondulações e criam uma percepção de movimento sobre o plano.
A aplicação foi pensada inicialmente para tampos de mesas de centro e jantar, podendo também ser explorada em painéis e outras situações em que luz, reflexão e movimento façam parte da composição arquitetônica.
Repertório antes da matéria
A construção dos moodboards tornou visível uma ideia central do encontro.
Uma cor não existe no projeto de maneira isolada.
Ela encontra madeira, metal, tecido, ferragem, iluminação, textura e os demais elementos que constroem a atmosfera do espaço.
Ao colocar esses materiais lado a lado, o profissional consegue antecipar relações: perceber se um verde aproxima ou afasta determinada madeira, se um metal aquece ou tensiona a composição, se uma textura deve assumir protagonismo ou trabalhar como fundo.
Os dois verdes e as tonalidades relacionadas ao universo estético do Taj Mahal estiveram entre as superfícies mais utilizadas pelos profissionais durante essa etapa do encontro.
Mas talvez o principal resultado não esteja em uma cor ou acabamento isolado.
Está na possibilidade de olhar para a superfície como parte do desenvolvimento do projeto, e não apenas como uma escolha posterior de matéria-prima.
Cor, desenho, forma, textura, estrutura, acabamento, luz e integração podem participar de uma mesma decisão.
A Superfície Sólida Mineral permanece uma especialidade central da Infinita. Mas ela pode ser lisa ou tridimensional, contínua ou vazada, silenciosa ou marcada pela luz. Pode assumir diferentes cores, dialogar com outros materiais e responder de maneiras distintas a cada projeto.
O objetivo é ampliar o repertório disponível ao arquiteto e criar condições para que essa conversa aconteça cada vez mais cedo no desenvolvimento.
Porque uma nova perspectiva para o projeto pode começar justamente quando passamos a enxergar de outra maneira aquilo que já estava diante de nós.

Parceiros presentes no encontro
Apoio e divulgação
Top100 SC
Materiais e composição dos moodboards
Compensados Fernandes
Guararapes MDF
Zen Design
Superfície Sólida Mineral
Durasein Brasil
Terzian — Corian Design
Global Surfaces
SSM Directa




















